O olhar é algo importante na hora da conquista?

terça-feira, 23 de março de 2010

Assédio Moral no Trabalho

Eu sempre quis fazer um post sobre meus interessantes temas jurídicos. Alguém, me tirou de ideia me colocando no meu simples lugar de estudante de Direito. Como uma aluna de 3º período vai conseguir escrever sobre determinado tema como um jurísta. É impossível...
Depois de tanto estudar e pesquisar vamos ver o que sai, vou tentar, não prometo maravilhas... desculpem qualquer blêfe desde já...kkk
Estava pesquisando pra fazer um artigo científico na faculdade e adorei esse tema não vou expor ele todo formalzinho como no artigo, mas, espero que fique interessante. Irei falar sobre o "assédio moral" no trabalho.

Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
Baseia-se na exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Existem atualmente 80 projetos de leis em diferentes estados e municípios até em âmbito penal que tendem a reger tais abusos.
Os agressores agem de formas idênticas em todos os casos com gestos, condutas abusivas e constrangedoras, humilhar repetidamente, inferiorizar, amedrontar, menosprezar ou desprezar, ironizar, difamar, ridicularizar, risinhos, suspiros, piadas jocosas relacionadas ao sexo, ser indiferente à presença do outro, estigmatizar os adoecidos pelo e para o trabalho, colocá-los em situações vexatórias, falar baixinho acerca da pessoa, olhar e não ver ou ignorar sua presença, rir daquele que apresenta dificuldades, não cumprimentar, sugerir que peçam demissão, dar tarefas sem sentido ou que jamais serão utilizadas ou mesmo irão para o lixo, dar tarefas através de terceiros ou colocar em sua mesa sem avisar, controlar o tempo de idas ao banheiro, tornar público algo íntimo do subordinado, não explicar a causa da perseguição.
Gente, as emoções são constitutivas de nosso ser, independente do sexo. Entretanto a manifestação dos sentimentos e emoções nas situações de humilhação e constrangimentos são diferenciadas segundo o sexo: enquanto as mulheres são mais humilhadas e expressam sua indignação com choro, tristeza, ressentimentos e mágoas, estranhando o ambiente ao qual identificava como seu, os homens sentem-se revoltados, indignados, desonrados, com raiva, traídos e têm vontade de vingar-se. Sentem-se envergonhados diante da mulher e dos filhos, sobressaindo o sentimento de inutilidade, fracasso e baixa auto-estima. Isolam-se da família, evitam contar o acontecido aos amigos, passando a vivenciar sentimentos de irritabilidade, vazio, revolta e fracasso.

A necessidade de trabalhar os levam a permanecer em ambientes assim. =/


Afetando sua maneira de vida. Essas pessoas passam a conviver com depressão, palpitações, tremores, distúrbios do sono, hipertensão, distúrbios digestivos, dores generalizadas, alteração da libido e pensamentos ou tentativas de suicídios que configuram um cotidiano sofrido. É este sofrimento imposto nas relações de trabalho que revela o adoecer, pois o que adoece as pessoas é viver uma vida que não desejam, não escolheram e não suportam. A pergunta que deixo a todos. Cadê a justiça quando se precisa dela?
Ela é cega, inerte... É preciso que esses trabalhadores assediados tomem uma posição e garantam seu direitos e mantenham suas dignidades.
O basta à humilhação depende também da informação, organização e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível na medida em que haja "vigilância constante" objetivando condições de trabalho dignas, baseadas no respeito "ao outro como legítimo outro", no incentivo a criatividade, na cooperação.
O combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais: sindicatos, advogados, médicos do trabalho e outros profissionais de saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o assédio moral. Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania.

Acho que vou fazer um artigo sobre isso, adorei... Sei que não falei como uma jurísta, e sim como mera estudante, mas, uma estudante atenta com coisas escondidas em meio a tantas sujeiras. =D


Agradeço a você Rômulo, que disse que eu era capaz...^^ dedico esse post a você... Demorou mais saiu! =D

Abrigada por acreditar em mim!

2 comentários:

  1. Parabéns pelo seu post! Pra uma "mera estudante" de direito vc se saiu espetacurlamente bem! Está no caminho certo! Garanto que seu artigo científico será publicado! beijinhooos...

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  2. Um post dedicado a mim é a coisa mais linda do mundo. *-*

    Val, você diz que não gosta de direito trabalhista, mas não entendo o porquê. A ligação entre o direito e este tema está inclusa praticamente por inteiro nas leis trabalhistas.

    E eu, particularmente, acho a legislação trabalhista uma bostinha completa que deveria ser mordenizada e adaptada à realidade em que vivemos. Muitas das "proteções" garantidas ao trabalhador acabam o prejudicando. Muitos casos particulares não são previstos, e vão por jurisprudência. O coitado do empregado doméstico ainda não tem direito a nada, lol.

    Sem falar naqueles esquemas de seguro desemprego, FGTS e tudo o mais... O governo gasta muito dinheiro com malandro pegando seguro desemprego indevido, enquanto outros empregados sofrem os abusos que você citou no trabalho, e não podem fazer nada.

    Acho que você poderia ter idéias legais e mudar essa história, Val. *-*

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